Uma viagem à Russia sempre é um programa diferente, requer um certo preparo e um planejamento cuidadosamente elaborado, considerando ser um pais com cultura, economia e historia muito diferentes da ocidental. O alfabeto cirílico com letras que nos parecem estar de cabeça para baixo e viradas para o lado oposto causam confusão quando há necessidade de se consultar um mapa ou pegar um metrô, porém, nada que não se possa aprender e criar um mecanismo para memorização daquelas palavras cheias de consoantes e ate com números que na verdade são letras.
Foi assim que um grupo de 10 amigas, integrantes da Friendship Force Belém, embarcou no inicio de maio de 2011 rumo à antiga União Soviética para participar dos intercâmbios em Novgorod e Moscou, não deixando de visitar, em programa opcional, a belíssima cidade de St Petersbourg.
Novogorod, situada entre St. Petersbourg e Moscou encantou a caravana com sua historia, monumentos, parques e, principalmente pelos amigos que lá fizemos.
O clube de Novgorod, presidido por Elena Agafonova, nos cativou pela simplicidade e autenticidade de seus membros que recepcionaram o grupo de Belém com o que de melhor podiam oferecer.
Em Moscou não foi diferente, os hostesses aguardaram o grupo de paraenses na estação de trem enfrentando a copiosa chuva que caia no final da tarde. Junto às famílias anfitriãs travamos o primeiro contato de uma semana de perfeito entrosamento e de agradáveis surpresas e passeios que nos remeteram a uma longínqua época nos magníficos palácios e monumentos que visitamos. Sob a direção de Natalia Guskova, os amigos de Moscou proporcionaram às visitantes momentos de encantamento e amizade.
Uma constatação inusitada foi descobrirmos que o povo russo é muito parecido com os brasileiros, na alegria e na hospitalidade.
Com a permissão da autora transcrevo parte da crônica da amiga Dulce Rosa, que fala de momentos de sua estada em Moscou, que muito bem retrata a primeira impressão do visitante com a grandiosidade e beleza da Praça Vermelha e do Kremlim.
“ Entrando na praça pelo lado oposto ao rio Moscou, tínhamos à esquerda o edifício do GUM, uma espécie de centro comercial e à direita o Museu Nacional. Depois a praça se alargava e se via o muro do Kremlim, tendo a frente o Mausoléu de Lenin. Do lado oposto ao Museu tinha a Catedral de San Basílio cujas cúpulas coloridas e diferentes uma das outras, pareciam ter saído de um conto de fadas.
Estávamos boquiabertos de ver tanta beleza. Aquele conjunto arquitetônico de cor avermelhado era completamente diferente do que nossos olhos estavam acostumados a ver. Cores, formas, estruturas, era tudo diferente. Rodávamos em torno de nós mesmos olhando o GUM, o Museu, a muralha do Kremlin a Catedral e de novo o GUM... A praça era enorme e não passava um carro.
Nossos olhos porém, voltavam em direção da Igreja. Aproximamo-nos imediatamente para controlar os detalhes dos trabalhos e das delicadas pinturas das paredes externas e daquelas nove cúpulas que a compunham. Rodamos várias vezes ao redor da Catedral admirando aquele trabalho incomparável. Seja as bases que as cúpulas eram diferentes uma das outras. Contaram-nos então que Ivan, o Terrível, a mandou construir no século XVI, para lembrar a vitória sobre os Tártaros e após sua conclusão mandou cegar o arquiteto que a tinha feito, assim não seria mais capaz de fazer algo parecido.
“ Conhecer o mundo de maneira diferente, que consiste na filosofia da FF, proporciona o privilegio de absorver muito mais a cultura do pais visitado. Em locais como a Rússia, a experiência foi mais do que enriquecedora, além de passarmos uma semana de imersão fizemos novos amigos e retornamos com a certeza de que o tempo lá passado será um marco em nossa memória e coração.